sexta-feira, 25 de março de 2016

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Sonda espacial Dawn revela novos detalhes sobre as misteriosas luzes de Ceres



A sonda espacial Dawn, da NASA, continua a enviar imagens impressionantes do planeta anão Ceres.
Agora, a somente 385 km acima da superfície do planetoide, (altitude mais baixa do que a da estação espacial acima da Terra), a sonda revelou novas características da Cratera Occator deste mini mundo.
Esta é a cratera que tem 92 km de diâmetro, com múltiplas manchas brilhantes, as quais alguns cientistas pensam ser sais expostos.
As novas imagens revelam uma cúpula no centro da maior área brilhante da cratera.
Com uma resolução de 35 metros por pixel, a Dawn mostra numerosas fraturas que cortam a cúpula de cima abaixo.
Rachaduras também cercam a cúpula e percorrem o piso da cratera, se estendendo para outras áreas brilhantes na Occator.
Occator em Ceres
Antes da Dawn começar suas observações intensas de Ceres no ano passado, a cratera Occator parecia ser uma enorme área brilhante.  Agora, com as vistas aproximadas mais recente, podemos ver as características complexas, as quais fornecem novos mistérios a serem investigados”, disse Ralf Jaumann, cientistas planetário e co-investigador da equipe Dawn, na agência espacial alemã (a Alemanha forneceu a câmera para missão Dawn).
“Esta complexa geometria do interior da cratera sugere atividade geológica no passado recente, mas precisaremos completar um mapeamento geológico detalhado da cratera para testar a hipótese desta formação.”

Neutron
Os cientistas acham que as grandes manchas brilhantes sejam depósitos de sais (sulfato de magnésio), que seriam traços de água salgada gelada que há algum tempo ficou exposta na superfície.  Sem atmosfera no pequeno planeta, a água teria evaporado rapidamente, deixando para trás áreas de sulfato de magnésio.  De acordo com os cientistas, Ceres provavelmente possui muita água gelada enterrada.
Esta ideia está sendo investigada pelo instrumento GRaND da sonda, que analisa os neutrônios e os raios gama produzidos pelas interações de raios cósmicos com os materiais da superfície.  Esta é uma forma de compreender a química do solo rochoso de Ceres, à uma profundidade de até um metro.
GRaND já está detectando grandes concentrações de hidrogênio nessa camada, em latitudes mais altas.  Sendo um componente chave da água, a assinatura de hidrogênio poderia muito bem indicar a presença de gelos enterrados de forma rasa.
Os cientistas reportaram os resultados mais recentes da missão Dawn na Conferência Lunar and Planetary Science, em The Woodlands, Texas.
Já faz um ano desde que a sonda da NASA entrou em órbita ao redor desse mundo de 950 quilômetros de diâmetro – o maior objeto no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter.
O que precisa ser explicado agora é como essas manchas parecem emitir luz própria e mudam aleatoriamente a intensidade de seu brilho, mesmo durante o dia, como já foi reportado aqui no OVNI Hoje.
n3m3
Fontebbc.com

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